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Entrevistas

Santiago Ponzinibbio mira recomeço no UFC Vegas 28: “Posso ser campeão”

Argentino encara Miguel Baeza neste sábado (5) buscando sua primeira vitória no Octógono em dois anos e meio

Ao final de 2018, Santiago Ponzinibbio era apontado como um possível desafiante ao cinturão dos meio-médios no ano seguinte.

Em novembro daquele ano, o argentino conquistou sua oitava vitória consecutiva no Octógono ao nocautear Neil Magny em luta principal em Buenos Aires, na sua casa, somando mais um resultado expressivo ao currículo que já contava com triunfos sobre nomes como Mike Perry e Gunnar Nelson.

Em seu próximo combate, Santiago enfrentaria o ex-campeão Robbie Lawler em uma luta que poderia garantir seu title shot. Mas os planos tiveram que ser adiados quando o argentino contraiu uma infecção bacteriana que o deixaria fora de ação por um período total de mais de dois anos.

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BUENOS AIRES, ARGENTINA - NOVEMBER 17: (L-R) Santiago Ponzinibbio of Argentina punches Neil Magny in their welterweight bout during the UFC Fight Night

Após consecutivas internações hospitalares e até ouvir que talvez não pudesse voltar a lutar, Ponzinibbio pisou novamente no Octógono em janeiro deste ano, quando encarou Li Jingliang, mas seu aguardado retorno terminou de forma anticlimática: com derrota por nocaute no 1º round, dando fim a uma sequência de cinco anos de invencibilidade.

“Foi minha pior derrota, né?”, disse Santiago em conversa com a reportagem do UFC Brasil. “Perder desse jeito, sem poder mostrar meu trabalho… estava começando a aquecer e a luta acabou. Sou um cara agressivo, mas demorei um pouco para pegar o ritmo pela questão da inatividade… 26 meses sem lutar é muito tempo”.

“Quando comecei a conectar os jabs e os chutes, entrou uma mão. Lidar com isso foi duro, porque acredito que sou um atleta melhor do que ele. Mas o esporte é assim: nem sempre o melhor atleta ganha”, continuou. “Foi bem frustrante, mas essa luta não me definirá. Tudo isso serviu como combustível para seguir em frente”.

Embora as circunstâncias incomuns tenham tido um grande impacto nesse retrospecto, o fato de não vencer no Octógono desde novembro de 2018 fez com que Santiago perdesse seu lugar no Top 15 no ranking dos meio-médios.

O atleta de 34 anos não nega que isso o incomoda, mas reafirma sua determinação em não apenas voltar ao patamar em que estava anteriormente, como superá-lo.

“Depois de passar tanto tempo inativo e ver quem estava atrás de mim no ranking me passar, ver caras que começaram depois de mim estarem lutando pelo título enquanto eu fiquei para trás, para mim é uma frustração muito grande”, admitiu. “Mas o que passou, não posso mudar. Eu quero estar em atividade, lutar direto e sei que o resto vai vir. Sei que tenho nível para ser campeão do mundo e sei que vou chegar lá. Quero que o mundo todo possa ver a minha qualidade e o atleta que eu sou".

O primeiro passo nessa nova escalada rumo ao topo dos 77 Kg será dado neste sábado (5), quando Ponzinibbio medirá forças com Miguel Baeza no UFC Vegas 28, no UFC Apex, em Las Vegas.

O norte-americano de 28 anos é uma das principais promessas da categoria na atualidade, está invicto em 10 lutas na carreira e já soma três vitórias no Octógono, todas por nocaute ou finalização - um retrospecto que pode impressionar muita gente, mas não Santiago.

"Ele é um cara bom, mas eu acho que quando as pessoas virem minha performance contra esse cara invicto, vão compreender que eu estou de volta e tenho tudo para ser campeão”, disse. “Para mim, esse é um passo a mais rumo ao meu objetivo. Não estou preocupado com ele, com o que ele faz ou não faz”.

“Esse esporte é muito louco, você nunca sabe o que vai acontecer, não tem uma matemática. Talvez se eu ganhar essa luta, volte para o ranking, depois pegue uma luta maior e fique bem posicionado, mais perto do título. Você nunca sabe”, continuou. “Agora, o meu foco está em vencer esse cara e é o que eu vou fazer. Vou apresentar a derrota para ele, acabar com a invencibilidade dele, fazer a melhor luta da minha carreira e depois veremos".

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