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Sem cansaço! Fãs em Londres enlouquecem com a turnê mundial do UFC

Campeão José Aldo enfrenta o irlandês Conor McGregor, em 11 de julho


Esta pode ter sido a noite do retorno triunfal de Conor McGregor à Dublin, mas Londres não poderia ser desfeito. Ferozmente pronto, o campeão peso-pena do UFC José Aldo e McGregor, seu desafiante impetuoso, encararam este sétimo dia da Turnê Mundial do UFC 189 com as energias renovadas.
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Com o Presidente do UFC Dana White pronto para oficializar e separar todas as árduas encaradas, não houve nenhum contato físico real entre Aldo e McGregor, apesar da proximidade e discursos esquentados - certamente não houve tapas nem empurrões.

Mas estímulos? Sim, houve bastante.

“Eu não bati em sua cabeça,” disse McGregor sobre a descrição imprecisa de um suposto encontro físico durante o intervalo de gravação de um programa matinal em Toronto na semana passada. “Eu coloquei minha mão em seu pescoço e o inclinei para frente.”

Com isso, McGregor sorriu perversamente. E Aldo simplesmente encolheu os ombros. “Ele só pegou o capuz de minha jaqueta. Não foi um tapa,” disse o campeão sobre o contato em Toronto. “Eu não sei se ele gosta de mim ou não.”

White clarificou: “Aldo não quer ser encostado. E (McGregor) continua tentando encostá-lo. Essa é a diversão que tenho tido.”
'Posso sentir o cheiro de medo', diz McGregor sobre Aldo

Aldo e McGregor têm sido …… na Turnê Mundial que começou no Rio de Janeiro, passando por Las Vegas, Los Angeles, Boston, Nova Iorque, Toronto e Londres. A Turnê termina em Dublin, cidade natal de McGregor, na terça-feira, e tudo

Depois de um breve atraso por conta de um cancelamento do voo de McGregor de Toronto para Dublin, a turnê recomeçou na segunda-feira em uma Londres fria e chuvosa, com a imprensa os recebendo no London Eye, roda gigante de 135 metros de altura às margens do rio Tâmisa. Cada lutador comandou seu carro e câmeras.

Eles juntaram-se novamente no Café Royal na Regent Street em Piccadilly, Londres, um lugar venerável onde o chá de primeira é geralmente a pedida certa. Em vez disso, o cinturão do UFC de Aldo - que está em sua posse desde o dia 20 de novembro de 2010 - estava em cima de uma toalha de mesa bem passada em frente aos convidados, ao invés de porcelana da China.

Aqui, McGregor resumiu sua apreciação por esta Turnê Mundial e o que significou para ele, uma experiência única na vida que valida sua posição de astro do UFC.

“É difícil não amar isso. Eu não sou o maior fã de obrigações com a imprensa. Eu me levanto e faço melhor que ninguém,” disse McGregor. “Eu estou ciente de que é uma disciplina separada à qual se deve prestar atenção. Você só deve ser você mesmo e entender que é uma parte do jogo, porque pode esgotar as pessoas. Pode esgotá-las mentalmente. É um tipo diferente de cansaço. Então você deve ajustar-se à isso.”

Na verdade, todos na turnê têm experimentado algum tipo de energia palpável em algum momento desta turnê emocionalmente e fisicamente exigente. A tensão tomou conta das encaradas e aparições conjuntas, enquanto o alívio cômico, suítes de hotel, viagens de jato privado pela América do Norte, ternos de grife sobre medida e gostos musicais ecléticos - Aldo constantemente escuta “Crazy” de Gnarls Barkley; e McGregor adora rap de gangster às alturas - fizeram da viagem de 21,201 km percorridos entre 20 e 30 de março, em grande parte, suportável.
Aldo explica polêmica com McGregor

“Esta (turnê) está sendo a 15 semanas da luta (em 11 de julho),” continuou McGregor. “Jatos privados. Suítes. Cidade para cidade. Interação com o fãs.

“Vamos para estas cidades diferentes e em cada cidade ficamos impressionados com os fãs que aparecem mostrando paixão. Se eles querem me ver vencer, ou querem ver ele vencer, somente lhe dá energia. É assim que deve ser feito. Então estou feliz em ter feito.”

E o que os lutadores levaram um do outro após 10 dias de sparring verbal e mental?

“O que ele diz, não tem significado para mim,” disse Aldo, que tem sido o mais estóico dos dois de longe. “É claro que eu vou treinar muito duro e em minha cabeça, eu nem penso sobre esse papo.”

Aldo vem das favelas do Brasil; e McGregor das ruas de Dublin. A herança de ambos se junta a aversão amarga de um para o outro, e suas motivações para chegarem ao sucesso e manter a superioridade.

“O que eu obtive de José é exatamente o que eu pensava. Ele não quer isso do jeito que eu quero,” disse McGregor. “Ele não me quer por perto. Ele sempre quer a separação.

“Infelizmente para ele, não haverá ninguém para nos separar no dia 11 de julho.”