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Tibau é 15, e Argentina bate Brasil no UFC Brasília

Em reedição de classico do futebol no Octógono, a Argentina fulminou o Brasil


Oito anos no UFC, e (agora) 15 vitórias, Gleison Tibau precisou se esforçar muito para manter seu recorde de lutador brasileiro com o maior número de lutas no UFC em forma de vitória diante de Piotr Hallmann.
Tibau partiu para cima com tudo, tentando um raro chute na cabeça, parcialmente bloqueado, e soltando a direita com vontade, o que balançou Piotr Hallmann. O polonês se recuperou e aproveitou uma tentativa de queda de Tibau para dar uma respirada, defender e voltar para  trocação franca. Tibau tentou voltar a sua especialidade, quedas cinematográficas, e até consgeuiu, mais o resistente polonês voltou em pé rapidamente e os dois trocaram socos, chutes e algumas joelhadas até o minuto final.
Tibau continuou a surpreender na trocação, neste segundo assalto, um soco rodado que pegou em cheio no rosto de Hallmann, porém Tibau não conseguiu a sequência derradeira para nocautear, e voltou a clinchar buscando a queda. Os dois permaneceram clinchados até o árbitro separá-los e o brasileiro mais uma vez acertar um soco de esquerda em cheio, mas bem absorvido. Tibau forçou mais quedas junto as grades, mas Hallmann estava com a defesa em dia, e reverteu a posiçao (ao colocar Tibau de costas contras as grades) e desferir boas joelhadas até o encerramento do round.
Hallmann voltou agressivo, dominando o centro do cage e forçando Tibau a andar para trás. Ligeiramente acoado, Tibau foi bem sucedido na queda, mas novamente não conseguiu segurar o escorregadio e raçudo polonês por baixo. Hallmann seguida pressionando, até conseguir abrir um corte  no olho esquerdo com uma joelhada no clinche. Tibau se esforçava para conseguir uma queda sólida, mas o brigador Hallmann seguia frustrando todas a tentativas do brasileiro até o fim dos 15 minutos regulamentares. O equilibrio da luta refletiu no resultado, com Tibau batendo Hallmann por decisão dividida (28-28/29-28/29-28). 
Leonardo Santos bateu Efrain Escudero por decisão unânime
Leo Santos tentou trabalhar metodicamente no primeiro round, fintando uma trocação e indo para queda sobre Efrain Escudero. No solo, Leo foi ganhando terreno, passando da lateral para a tentativa de montada e meia-guarda. Sempre em vantagem, o brasileiro pegou as costas de Escudero e deu um bote no braço (armlock), sem sucesso, no fim dos cinco primeiros minutos.
Os dois trocaram jabs na abertura do assalto número 2, até Léo buscar uma joelhada. A trocação se manteve morna, até Escudero sair do clinche do brasileiro e aplicar um uppercut seguido de uma direita que derrubou o vencedor do The Ultimate Fighter 2. Léo levantou, mas ainda estava sem equilibrio e movendo pouco sua cabeça diante dos golpes de Escudero, que foi melhor no segundo round.
Um pouco cansado, Leonardo tentou chutes nas pernas e alguns jabs para se aproximar de Escudero, que não se apavorou e manteve a pressão tomando o centro do cage. O brasileiro tentou alguns chutes frontais, mas suas pernas pareciam pesadas, mesmo assim ele conseguiu se aproximar, aproveitando um despretesioso chute para colocar para baixo, e montar rapidamente, e logo em seguida lutar para pegar as costas com os dois ganchos. Junto as grades e grampeado nas costas do americano de origem mexicana, Léo não conseguiu um melhor posicionamento para o estrangular e o sinal de fim do assalto soou. O domínio no primeiro round e a quase finalização no terceiro, garantiram a vitória do brasileiro por decisão unânime com parciais de 39-38 três vezes.
Santiago Ponzinibbio nocauteou Wendell Oliveira no primeiro round
No primeiro confronto no Octógono envolvendo Brasil e Argentina, o representante verde-e-amarelo Wendell Oliveira entrou determinado e sua fisionomia já indicava que ele estava ali para liquidar com o hermano Santiago Ponzinibbio. Acertando seus low kicks e tentando um overhand, Wendell viu Ponzinibbio não se intimidar, e andar para cima buscando os ganchos. Wendell ficou calibrando uppercuts, mas suas tentativas passaram no vazio, Ponzinibbio, então, usou o gancho de esquerda para deixar seu adversário desorientado junto as grades e partiu para cima com uma série de socos, um deles, o gancho de direita, apagou o brasileiro aos 1:20 do primeiro assalto.

"Ele caiu na minha frente de olho virado e depois caiu mais uma vez. Estava com muita vontade de lutar de novo, fiquei fora de algumas lutas por conta de lesões, mas agora voltei com tudo." Disse "El Rasta" Ponzinibbio

Marajó tem batalha no Octógono contra havaíano
Iuri Marajó deu a impressão, nos segundos iniciais, que nocautear ou finalizar Russell Doane era questão de dois ou três golpes melhores encaixados ou um melhor ajuste no chão. Mas ficou mesmo apenas na impressão. O havaíano mostrou que aguentava golpes e saiba se virar no solo, deixando a posição de ameaça para ameaçador. Iuri até cresceu durante a luta, acertando a mão e abaixando a guarda em demonstração de confiança. Porém, Russell se desvencilhava como podia e contra-atacava com quedas. No fim dos 15 minutos, o brasileiro tinha feito o suficiente para triunfar por decisão unânime.

Jéssica pressiona do começo ao fim
Jessica Andrade fez, o que se deve fazer quando a diferença de envergadura não te favorece, encurtar e quedar. Larissa Pacheco, estreante invicta da noite, tentou manter a calma após ser levada para baixo, procurando repor a guarda enquanto aturava o castigo e as tentativas de guilhotina, porém Jéssica impose um verdadeira blitz e após dominar as ações arroxou o pescoço de Larissa com uma guilhotina aos 4m33s.