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Top 10: O melhor no Brasil

Relembre os combates e eventos que marcaram as passagens do Ultimate pelo país

O mês de maio começa com o UFC retornando ao Brasil com um evento liderado pela campeã peso-galo Amanda Nunes defendendo seu título contra a desafiante Raquel Pennington.

Por isso, parece uma boa hora para revisitar algumas das performances mais empolgantes e noite memoráveis que tivemos quando o octógono desembarcou no Brasil.

Este é o Top 10.

UFC Ultimate Brazil: “O Fenômeno” atropela o “Cachorro Louco”

Na época, eles eram apenas dois jovens brasileiros com grande potencial - um Vitor Belfort de 21 anos com seis lutas profissionais no cartel contra um Wanderlei Silva, de 22 anos e com uma luta a mais na carreira, pisando no octógono pela primeira vez.

Hoje, ambos são lendas, e apesar de essa luta ter tido pouco impacto no legado de Wanderlei, ela permanece como um dos melhores momentos da carreira de Vitor.

A luta foi interrompida aos 44 segundos do primeiro round. Em uma janela de oito segundos, Belfort foi de não ter tentado nenhum soco a ter afogado Wanderlei com uma chuva de golpes. Ele foi realmente fenomenal.

UFC 134: O Retorno

Após quase 13 anos, o UFC finalmente voltou ao Brasil em 2011, trazendo um card repleto de heróis nacionais no Rio de Janeiro. No geral, foi uma ótima noite para os talentos locais, já que apenas um brasileiro (Luiz Cane) perdeu para um estrangeiro (Stanislav Nedkov).

Mas a atração final foi a vitória de Anderson Silva no segundo round sobre Yushin Okami, que estendeu a sequência invicta do Spider no octógono para 14 lutas e lhe deu sua nona defesa do cinturão dos médios consecutiva. Foi uma performance clássica de Anderson, que derrotou o último homem que o havia vencido com uma tradicional mistura de confiança e precisão.

UFC 142: “O Rei do Rio” celebra com seu povo e Barboza conecta “O Chute”

Cinco meses após finalmente realizar o segundo evento no Brasil, o UFC estava de volta ao mesmo local para começar 2012 e duas vitórias memoráveis iriam garantir que a noite ficaria na memória por anos.

Primeiro foi “O Chute” rodado perfeito de Edson Barboza contra Terry Etim. Eu já assisti esse vídeo mais do que qualquer outro na história do UFC e ele permanece me tirando o fôlego até hoje.

O segundo foi José Aldo correndo para o público para celebrar sua vitória por nocaute no primeiro round sobre Chad Mendes. O nocaute foi bonito, mas controverso, já que Aldo conectou uma joelhada limpa no queixo de Mendes, mas apenas depois de segurar na grade para defender uma queda. De toda forma, o garoto quieto de Manaus foi triunfal e imediatamente fugiu do octógono para aproveitar a vitória entre os fãs.

UFC 153: “O Spider” e “O Apertão”

Inicialmente, esse evento seria liderado por Aldo defendendo seu título contra Eric Koch, que foi forçado a deixar o combate devido a uma lesão. Frankie Edgar pegou a oportunidade de substituí-lo, mas um mês antes do evento, Aldo foi forçado a sair também após sofrer um acidente de moto, deixando o retorno ao Rio sem uma atração estelar.

Até que entrou Anderson Silva. O campeão dos médios aceitou encarar Stephan Bonnar em uma luta pelos meio-pesados que teve uma performance clássica da lenda brasileira.

E assim como o card principal do UFC 142 começou com uma vitória que pode ser descrita com apenas uma palavra, o UFC 153 também. Em sua segunda luta desde a descida para os meio-médios, Demian Maia encaixou uma torção de pescoço em Rick Story e começou a apertar com tanta força que fez sangue escorrer do nariz de Story. É por isso que me refiro a esse final simplesmente como “O Apertão”.

UFC Henderson x Rua 2: A sequência é tão boa quanto a original

Da primeira vez que Dan Henderson e Mauricio Shogun Rua se enfrentaram no UFC 139, foi como uma volta aos anos dourados do PRIDE, um duelo entre duas lendas dispostas a dar um show. Eles fizeram, em 25 minutos, uma das maiores lutas de todos os tempos.

Dois anos e alguns meses depois, eles foram escalados para uma revanche, mas vinham em lugares diferentes. Henderson tinha três derrotas seguidas, Shogun vinha alternando resultados nas últimas quatro lutas. Ninguém sabia o que esperar da sequência.

Mas eles fizeram mais uma Luta da Noite que teve tantas reviravoltas quanto a primeira em apenas dois rounds até que Henderson encontrasse o queixo de Shogun e conquistasse a vitória.

UFC 179: Aldo e Mendes fazem um clássico

Após a derrota para Aldo no UFC 142, Chad Mendes somou cinco vitórias seguidas e ganhou uma nova chance contra o campeão peso-pena. Enquanto a primeira luta terminou nos momentos finais do primeiro round e ficou lembrada pela comemoração de Aldo com a torcida, a segunda foi um clássico absoluto que terminou como a segunda melhor luta do ano na eleição não-oficial de Thomas Gerbasi neste site.

Foi Aldo em seu absoluto melhor, colocado no limite por um oponente ultra-talentoso e é o tipo de luta que merece ser vista pelo menos uma vez por ano.

UFC Condit x Alves: “O Retorno do Natural Born Killer

Antes disso, a última aparição de Carlos Condit no octógono havia terminado com ele sofrendo uma lesão no joelho no UFC 171. Se passaram 14 meses até que o ex-campeão interino dos meio-médios voltasse após a cirurgia e havia muitas questões sobre sua capacidade de retornar à melhor forma quando ele foi escalado para enfrentar Thiago Pitbull.

Nos primeiros cinco minutos, ficou claro que Condit estava confiante, confortável e não sentiu a falta de ritmo. E então veio o segundo. Com um minuto, ele derrubou Pitbull com uma esquerda. Ele castigou com socos e cotoveladas curtas enquanto brasileiro tentava se levantar. Em pé, cotoveladas magoaram o rosto ensanguentado de Thiago, levando a ação de volta ao chão para mais uma sessão de cotoveladas. A luta foi interrompida entre os rounds e Condit estava de volta à corrida.

UFC 198: Miocic cala as massas em Curitiba

Esse era mais um daqueles eventos em que tudo começou dando certo para os atletas da casa. As sete primeiras lutas foram vencidas por brasileiros e as estrelas locais Mauricio Shogun, Cris Cyborg e Ronaldo Jacaré incendiaram o público com triunfos no card principal.

O toque final da noite era para ser a primeira defesa de cinturão de Fabricio Werdum, mas Stipe Miocic tinha outros planos. A partir da metade do primeiro assalto, o brasileiro começou a perseguir o desafiante, que o pegou em sua agressividade conectando uma direita limpa no queixo.

Enquanto Miocic celebrava com seus treinadores e Werdum perguntava “O que aconteceu?”, o público na Arena da Baixada sentou desolada e descrente.

UFC Belfort x Gastelum: Barboza com mais um nocaute clássico

Edson Barboza é presença fixa no Top 10 dos pesos-leves há vários anos e segue como um dos talentos mais empolgantes e explosivos do plantel. Contra Beneil Dariush em Fortaleza, ele mostrou o que faz dele um lutador tão especial, conectando uma das mais perfeitas joelhadas voadoras que você vai ver no esporte. Não é exagero, o golpe foi lindo e encerrou a luta instantaneamente.

A vitória sobre Terry Etim no UFC 142 recebe muita atenção por ser um golpe mais dramático e cinematográfico, mas para mim essa foi a mais impressionante.

UFC 212: Holloway supera “O Rei do Rio” em seu quintal

Ao final do segundo episódio do Embedded antes de sua disputa pelo cinturão peso-pena com José Aldo no Rio, Max Holloway brincou que ele e seu time haviam feito uma escalada para poder olhar para a terra que seria sua em alguns dias.

Apesar de ter dado risadas, ele estava brincando apenas em partes - ele não iria tomar o território como parte da vitória, mas destronar o “Rei do Rio”.

A performance de Holloway contra Aldo foi memorável. A confiança do havaiano crescia a cada round e o levava a pressionar a lenda brasileira cada vez mais. Aldo não passou do terceiro round após Holloway encontrar seu ritmo, aumentar a velocidade e encerrar a luta com uma sequência que levou Aldo ao chão para liquidar com golpes duros no ground and pound.

Apesar de não ter adquirido parte da bela cidade brasileira, Holloway conseguiu ascender ao trono como novo rei dos pesos-pena.

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