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Top 10: Os maiores pesos-leves da história do UFC

Listamos os grandes nomes da categoria no octógono

No dia 7 de abril, Tony Ferguson e Khabib Nurmagomedov estarão na Barclays Center lutando pelo cinturão peso-leve, que teve uma grande história no UFC ao longo dos anos.

Pulver. Sherk. Penn. Edgar. Henderson. Pettis. Dos Anjos, Alvarez. McGregor. Todos colocaram seus nomes nos anais do UFC por seus reinados naquela que muitos acreditam ser a divisão mais dura do esporte.

E apesar de listas de maiores de todos os tempos como essa sempre serem subjetivas e estarem sujeitas a debates (e não, Conor McGregor não está incluso aqui, já que lutou apenas uma vez como peso-leve no UFC), não há dúvida de que cada um dos nomes abaixo está entre os melhores a competirem no octógono como pesos-leves.

Jens Pulver

Primeiro campeão peso-leve da história do UFC, Pulver também foi um dos primeiros caras a transformar seu pedigree no wrestling em tática de defesa, usando sua habilidade de defender quedas para manter suas lutas em pé. Ele fez disso um estilo, e é uma pena que ninguém tenha inventado um apelido legal para sua inovação, comparado ao que se referem a Mark Coleman como o “Poderoso Chefão do Ground and Pound”.

Pulver tinha mãos rápidas e muito coração, e em determinado momento somou vitórias seguidas sobre John Lewis, Caol Uno, Dennis Hallman e BJ Penn, sendo que o triunfo sobre Uno lhe rendeu o cinturão e as duas seguintes foram defesas de título.

A primeira luta com Penn talvez tenha sido a melhor luta de pesos-leves na história do UFC também.

Resumindo: Pulver foi uma força pioneira na divisão peso-leve e esta lista não estaria completa sem ele.

Eddie Alvarez

Sim, Alvarez fez apenas sete lutas no octógono, mas você viu quem ele enfrentou? 

Em ordem, ele encarou Donald Cerrone, Gilbert Melendez, Anthony Pettis, Rafael dos Anjos, Conor McGregor, Dustin Poirier e Justin Gaethje.

São três campeões do UFC, um campeão do Strikeforce, o primeiro e único campeão peso-leve na história do WSOF e dois possíveis desafiantes. Ele somou 4-2, além de uma luta sem resultado, contra esse grupo e também se sagrou campeão.

Vitórias e derrotas são sempre importantes, mas às vezes você tem que olhar além dos resultados para o nível de competição, e há poucos atletas na história do UFC que encararam uma lista dessas em suas primeiras sete lutas no octógono.

Nate Diaz

Diaz na verdade talvez seja o principal expoente de “é sobre mais do que vitórias e derrotas” nesta lista, porque ele nunca conquistou o cinturão do UFC e seis de suas 11 derrotas na carreira foram pelo peso-leve. Mas eu aposto que se você perguntar às pessoas quem são os lutadores que merecem lugar nesta lista, a maioria colocaria o californiano.

Seu lugar de herói cult e as duas lutas com Conor McGregor certamente tiveram influência nisso, mas Diaz também teve grande sucesso no ranking dos pesos-leves e é responsável por alguns momentos icônicos - seu gesto obsceno quando encaixou o triângulo em Kurt Pellegrino e seu discurso pós-luta quando venceu Michael Johnson são memórias inesquecíveis para os fãs de longa data.

Rafael dos Anjos

A era de Rafael na divisão peso-leve foi delimitada por duas derrotas - ele começou perdendo para Jeremy Stephens e Tyson Griffin, e deixou a categoria após perder para Eddie Alvarez e Tony Ferguson. No meio do caminho, ele somou 14-3, conquistou o título de forma dominante e teve vitórias sobre Diaz, Evan Dunham, Anthony Pettis, Donald Cerrone, entre outros.

O brasileiro permanece como um exemplo brilhante de crescimento e desenvolvimento por um longo período, e desde que foi aos meio-médios, somou três vitórias consecutivas e se colocou próximo de mais um título.

Benson Henderson

“Smooth” somou sete vitórias seguidas em sua chegada ao UFC, o que incluiu performances dominantes contra Jim Miller e Clay Guida, dois triunfos equilibrados em disputas de título contra Frankie Edgar e defesas bem sucedidas contra Diaz e Gilbert Melendez.

Apesar de sua sequência ter tido algumas decisões bem apertadas, ainda representa uma das melhores campanhas individuais de qualquer um na categoria. Tendo dito isso, Henderson, somou 9-3 como peso-leve e passou todo seu tempo como um Top 5 na divisão mais repleta de talentos do esporte.

Khabib Nurmagomedov

Quando você consegue somar 9-0 na divisão peso-leve do UFC, eu vou te incluir na lista.

Sei que disse que vitórias e derrotas não são tudo, mas não é apenas que Nurmagomedov tem sido perfeito no octógono em termos de resultados, ele tem sido quase perfeito em termos de execução também.

Quem mais para no meio da luta para dizer ao oponente, a quem ele está dominando, que deveria desistir? Quem mais consegue arremessar outro homem adulto pelo octógono 21 vezes e conquistar o recorde de maior número de quedas na história do UFC? Quem mais consegue dominar o ex-campeão Rafael dos Anjos e o possível desafiante Edson Barboza, apesar de serem competidores de elite?

Khabib já é um dos maiores pesos-leves da história do UFC e ainda tem muito tempo para crescer seu legado, começando pelo UFC 223.

Tony Ferguson

Se eu vou incluir Nurmagomedov, preciso incluir o homem que ele enfrentará na luta principal do mês que vem no Brooklyn.

O atual campeão interino soma 10 vitórias consecutivas, se tornando apenas o sétimo homem na história do UFC a alcançar os dois dígitos, e o primeiro peso-leve a fazer isso. Durante esta sequência, Ferguson venceu promessas e veteranos, ex-campeões e futuros desafiantes, e fez tudo com confiança.

Ele tem a chance de ser o primeiro a derrotar Nurmagomedov, e caso consiga, apenas se consolidará como um dos maiores pesos-leves da história do UFC.

Donald Cerrone

Olho para o “Cowboy” como o Jim Kelly do peso-leve do UFC - um talento espetacular que conquistou muito, mas nunca chegou no ponto mais alto.

As pessoas gostam de pegar no pé de Kelly e do Buffalo Bills por perderem quatro Super Bowls, mas parecem nunca valorizar quão difícil é chegar a quatro Super Bowls. É como me sinto em relação a Cerrone. Por mais que seja fácil dizer, “Bem, ele sempre ficou no quase nas horas mais importantes”, poucas pessoas reconhecem o quão difícil é se manter sempre sendo um possível desafiante na divisão mais competitiva do esporte por cinco anos.

Além disso, Cerrone venceu 15 lutas no peso-leve durante este período, incluindo sobre dois ex-campeões, Alvarez e Henderson. Sua campanha de oito vitórias seguidas entre suas duas derrotas para Rafael dos Anjos foi espetacular, e ele merece mais reconhecimento pelos seus feitos no cage do UFC.

Frankie Edgar

Metade das aparições de Frankie Edgar como peso-leve no UFC foram em lutas de título. Duas foram clássicos instantâneos, três foram lutas de roer as unhas que poderiam ir para qualquer lado e uma foi uma vitória dominante sobre, talvez, o maior peso-leve de todos os tempos.

Então sim, é bem seguro dizer que “The Answer” merece um lugar nesta lista.

O que faz o sucesso de Edgar nos 70kg ainda mais impressionante (pelo menos para mim) é que ele sempre foi menor que os adversários, mas nunca foi dominado. Ele misturava de tudo um pouco, usava um ótimo trabalho de pés e velocidade e lutava com quantidades imensuráveis de dureza, coração e tenacidade, garantindo um lugar entre os maiores de todos os tempos, tanto na divisão quanto no UFC como um todo.

BJ Penn

Pelo meu dinheiro, se você quer ver a maior campanha de dominação na história do peso-leve do UFC, comece com a vitória de Penn sobre Pulver no TUF 5 Finale e assista suas próximas quatro lutas na categoria. Nunca houve uma sequência melhor nos 70kg na minha opinião.

É o seguinte: ele não apenas derrotou Joe Stevenson, Sean Sherk, Kenny Florian e Diego Sanchez, mas ele bateu neles de uma forma tão decisiva que nenhum foi o mesmo após dividir o octógono com o “Prodígio”.

É difícil medir onde Penn se encaixa entre os maiores lutadores de todos os tempos hoje, porque ele teve alguns momentos ruins nos últimos anos, mas saindo daquela luta com Sanchez, se você me dissesse que achava BJ o maior lutador de MMA da história, eu não teria discordado.

Faça a si mesmo um favor: vá assistir aquelas cinco lutas. Penn era incrível.

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