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Treinador relata evolução de Anthony Johnson e expectativa por cinturão

Número um no ranking dos meio-pesados desafia Daniel Cormier no UFC 210


Anthony Johnson chegou ao UFC em 2007, mas apenas 10 anos depois o lutador parece ter atingido seu auge, e terá a oportunidade de comprovar isso no dia 8 de abril, quando desafiar Daniel Cormier pelo cinturão dos meio-pesados no UFC 210.
Um dos motivos para essa demora em se consolidar foi o excessivo corte de peso. Durante sua primeira passagem pelo Ultimate, até 2012, Anthony competiu entre os meio-médios e entre os médios, o que mudou apenas após a derrota para Vitor Belfort que causou sua demissão.
“Depois da luta com Vitor Belfort, eu perguntei ‘Por que você está cortando tanto peso?’. Tivemos uma conversa no avião e eu sugeri, ‘Vá para uma divisão acima’”, contou seu treinador de longa data, Henri Hooft, “Sei que é um pouco diferente, mas no kickboxing nós não cortamos peso. Não é porque você é maior, que também será melhor que eu. Se você é mais forte, mas não consegue me acertar, não tem problema. Não é sempre uma vantagem ser muito grande”.
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Desde então, “Rumble” se tornou um novo homem. Venceu seis lutas seguidas, foi chamado de volta para o Ultimate e, dentro do octógono, de 2014 em diante, foram seis vitórias e apenas uma derrota - justamente para seu próximo adversário, Daniel Cormier, em disputa pelo então cinturão vago, em 2015.
“Na última luta (entre os dois) tinha muita coisa acontecendo”, relembra Hooft, “Primeira luta principal, primeira disputa de cinturão, e ele se apressou um pouco quando machucou o DC, porque DC não é um cara fácil de nocautear. Ele lutou entre os pesos-pesados e é um cara duro e que nunca foi nocauteado. Foi um aprendizado, e dessa vez esperamos que ele esteja mais paciente e se dê melhor”.

Para se credenciar a uma revanche, Anthony não teve caminho fácil, mas não tomou conhecimento de seus adversários, nocauteando Jimi Manuwa, Ryan Bader e Glover Teixeira, e se credenciando como o principal nome da categoria abaixo do campeão.
Aos 33 anos, Rumble poderá conquistar o cinturão em um duelo que, para seu treinador, tem estratégias muito simples.
“Vai se resumir a quem quer mais”, disse Hooft, “Os dois são experientes e sabem como o outro luta. Não tem segredo. O Anthony está trabalhando algumas coisas, é claro, mas ele não se tornará um wrestler olímpico em poucos meses, e DC não será um striker como Anthony”.
Considerado um dos principais treinadores de MMA do mundo, Henri contou ainda que ele próprio terá motivação extra para dar o título ao aluno de longa data, que se tornou um amigo com o passar do tempo.
“Ele merece o título. Ele se esforçou muito, sempre dá a cara para bater e é um estudioso do esporte e um cara muito bacana. Ele vai ser um campeão muito bom e representar muito bem o UFC”, garantiu o treinador, “Mas, para mim, também é um pouco pessoal. Após tantos anos trabalhando juntos nós nos tornamos próximos e é sempre bom ter um cinturão”.

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