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Eventos

UFC 237: Fatos para a história

Uma nova campeã, um novo desafiante, passagem de bastão: estes são os principais pontos de discussão do UFC 237

A 10ª edição do UFC no Rio de Janeiro ficou para a conta, e será lembrada como aquela em que uma brasileira, pela primeira vez, conquistou um cinturão em casa. Confira abaixo este e outros pontos de discussão do UFC 237.

A consagração da Bate-Estaca

Jéssica Andrade é a nova campeã brasileira do Ultimate. O nocaute no segundo round sobre Rose Namajunas, com uma queda violenta, porém legal, fez da paranaense de 27 anos a terceira mulher do país ao chegar ao topo de sua divisão (Amanda Nunes, Cris Cyborg), e a quarta campeã da história da divisão mais leve do peso (Carla Esparza, Joanna Jedrzejczyk, Rose Namajunas).

O triunfo coroou uma trajetória que começou em 2013, quando Jéssica, aos 21 anos de idade e ainda pelo peso-galo, foi a primeira lutadora do país a pisar no Octógono.

Sobre o polêmico desfecho, é importante ressaltar que, apesar do susto pela intensidade do nocaute, como Rose estava em processo de tentativa de finalização (kimura), a queda da brasileira foi um golpe permitido pelas regras unificadas do MMA.

De qualquer forma, Jéssica foi capaz de mostrar seus principais atributos neste final de semana: a força, muito acima dos padrões da categoria, a resiliência, após levar a pior na trocação em grande parte do confronto, e o respeito, que proporcionou uma das mais belas cenas da história de uma pesagem do Ultimate, quando a brasileira presenteou a norte-americana com uma rosa, e permaneceu norteando o comportamento de Jéssica após o embate.

O próximo na fila por Holloway?

Alex Volkanovski venceu José Aldo por decisão unânime após três rounds que, se não foram os mais empolgantes já vistos no Octógono, provaram que o australiano está de fato pronto para fazer frente à elite dos pesos-pena.

O australiano Alexander Volkanovski venceu o brasileiro José Aldo na terceira luta mais importante do UFC 237, no Rio de Janeiro.


Volkanovski foi competente em impôr seu ritmo de luta, conter o ímpeto do brasileiro, conectando a grande maioria de golpes - por mais que sem grande efetividade - durante os 15 minutos de combate, conquistando assim a maior vitória de sua carreira sobre um oponente que vinha embalado por dois nocautes consecutivos sobre adversários Top 5 e só havia sofrido derrotas no Octógono para Conor McGregor e Max Holloway.

O havaiano, inclusive, foi alvo do desafio do australiano após a luta; e levando em consideração tudo o que já foi falado acima, além do fato de que Volkanovski está invicto em sete lutas no UFC e há 17 na carreira, faz sentido considerá-lo na corrida pelo title-shot.

A passagem de bastão continua

O ano de 2019 já tem sido conhecido por diversas “passagens de bastão” em várias categorias. Atletas mais jovens e menos experientes estão batendo de frente com veteranos consolidados, e o UFC 237 foi mais um exemplo disso.

O argentino Laureano Staropoli venceu o brasileiro Thiago Alves no card principal do UFC 237, no Rio de Janeiro.


Dois dos brasileiros com maior rodagem no evento, Thiago Pitbull e Rogério Minotouro foram superados por adversários que, com as vitórias neste final de semana, se apresentaram de forma definitiva ao grande público, e deram um grande salto em suas carreiras.

Staropoli, nove anos mais novo que Thiago, venceu o brasileiro por decisão unânime, enquanto Spann nocauteou Minotouro, 15 anos mais velho; tanto o argentino quanto o norte-americano conquistaram suas respectivas segundas vitórias em duas lutas na organização, e devem ser testados em breve contra nomes mais bem ranqueados nas divisões meio-médio e meio-pesado, também respectivamente.

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