Pular para o conteúdo principal

Um Machida para três cinturões

Mudanças e peculiaridades que marcaram as três oportunidades de cinturão do carateca no UFC

Lyoto Machida sobe ao octógono do UFC 175 e tenta arrancar o cinturão dos médios do campeão Chris Weidman. Será a terceira disputa máxima do tipo que o carateca, ex-campeão meio-pesado, tem pela frente no Ultimate - e a primeira entre os médios. Cada uma delas trouxe peculiaridades interessantes. 

Assine o Combate e curta todos os UFCs ao vivo!

Primeira disputa - Em 2009, Lyoto Machida chocava o mundo do MMA com o estilo evasivo e de contragolpes. O que a primeira vista configurava anti-jogo para muitos dentro do panorama de valorização ofensiva do MMA, para outros era uma revolução técnica interessante no esporte mais extremo do mundo.

Com seis vitórias consecutivas pela organização, o brasileiro finalmente se credencia para enfrentar o campeão Rashad Evans

A luta - UFC 98 - 29/5/2009 - Por ser ainda um ‘enigma não resolvido’, Machida contava com grande fator intimidador. Ainda invicto, Evans passou o primeiro assalto inteiro buscando a distância e não encontrou o ponto certo para ameaçar Machida. 

No segundo assalto, o brasileiro aproveita uma brecha, mostra agressividade ímpar - e até então inédita - com uma avalanche de golpes certeiros que surpreende a todos e garante nocaute sonoro sobre o norte-americano (assista ao vídeo).

Segunda disputa –
 No UFC 104, Machida vence Mauricio Shogun por pontos, em decisão contestada por muitos, inclusive o presidente Dana White, que opta em marcar revanche imediata, na edição 109.

Visivelmente pressionado e sem desenvolver a mesma habilidade de sempre, o carateca recebe um contragolpe fatal e acaba nocauteado ainda no primeiro assalto, perdendo o cinturão e uma invencibilidade de 16 lutas.

Depois disso, alterna altos e baixos na carreira, e vê a chance de enfrentar o campeão Jon Jones cair no colo após vencer Randy Couture, também pela via rápida, com o antológico chute frontal com salto, ao melhor estilo 'Karate KId'. 

Ainda radicado em Belém do Pará, Machida faz um camp totalmente detalhista e contrata mais de dez profissionais para cuidar de cada detalhe da preparação. Até um octógono repleto de câmeras é montado para otimizar a correção de erros técnicos e de postura.

A luta - UFC 140 - 10/12/2011 - Jon Jones já era um dos campeões mais temidos do UFC a essa altura, carregando estigmas como 'nunca foi levado paa baixo' e 'nunca foi acertado pata valer'.

O norte-americano dita o ritmo dos combates com maestria - e a 'singela' envergadura de 2,14 m. Machida complica o campeão no primeiro assalto com o famoso 'jogo de entra e sai', e acerta bom direto de esquerda no queixo do campeão, que o abala momentaneamente.

Na parcial seguinte, Jones muda o foco estratégico e puxa mais para o infight, onde derruba o brasileiro, aplica as temidas cotoveladas no ground and pound, manda o brasileiro a knockdown com um soco certeiro e depois o finaliza com uma guilhotina em pé. Machida desaba totalmente desacordado no tablado da arena, em uma das cenas mais chocantes dos últimos anos.

Terceira disputa -  Já radicado em Los Angeles e ainda como meio-pesado, Machida vence nomes como Ryan Bader e Dan Henderson. Mas uma derrota polêmica nos pontos para Phil Davis, no Riod de Janeiro, faz o 'Dragão' baixar de categoria e tentar a sorte nos médios.

Com 84kg, o carateca mostra evoluções físicas e técnicas, sobretudo na velocidade dos golpes. Ele vence Mark Munoz por nocaute, depois mostra grande poderio técnico para bater Gegard Mousasi na decisão por pontos e toma o lugar de Vitor Belfort (impossibilitado de lutar por causa do fim do TRT) na disputa de cinturão contra o campeão Chris Weidman.

A luta - UFC 175 - 5/7/2014 - Agora é com vocês. Deixem análises e previsões aí embaixo, pessoal!