Valter Walker revela plano para conquistar o cinturão do UFC: “Só preciso disso”
Atual 14° colocado no ranking do peso-pesado, o brasileiro terminou 2025 com três vitórias, todas por chave de calcanhar, no 1° round
O peso-pesado Valter Walker terminou 2025 como um dos principais nomes da categoria. Atualmente na 14ª colocação no ranking, o brasileiro vem de uma impressionante sequência de quatro triunfos consecutivos, todos por chave de calcanhar no 1° round, e exalou confiança ao afirmar que, somente com essa habilidade, pode chegar à conquista do cinturão até 120 Kg.
Valter Walker venceu Kennedy Nzechukwu no card preliminar do UFC Nashville. (Foto por Jeff Bottari/Zuffa LLC).
“Posso te falar? Eu nem treino outra coisa. Eu estou indo todo dia para academia, só estou treinando botar para baixo e pegar pé. Derrubo e pego o pé”, afirmou em entrevista exclusiva ao UFC.com.br. “Eu parei até de treinar outras coisas, porque na luta, os caras não conseguem defender queda e não conseguem defender isso. Meu treinador fala assim: 'Tu vai treinar mata leão?', e eu respondo: 'Não'. Eu só preciso disso. Para ser campeão, só preciso disso: botar para baixo e chave de calcanhar”.
Após ser superado por Lukasz Brzeski em sua estreia no Octógono, Valter deu início à impressionante sequência de finalizações ao superar Junior Tafa em agosto do mesmo ano. Em 2025, enfileirou triunfos sobre Don'Tale Mayes, Kennedy Nzechukwu e Louie Sutherland, fechando a temporada com a sensação de dever cumprido.
"Acredito que foi um ano muito bom. Estava conversando com a minha esposa outro dia sobre isso e ela concordou. Acho que não tinha como ter tido um ano melhor”, disse. “Tudo o que estava ao meu alcance, eu fiz. Tudo o que planejei para 2025, eu realizei. Foi uma mudança de vida gigante e estou muito feliz”.
Valter Walker comemora a vitória sobre Louie Sutherland no card preliminar do UFC 321. (Foto por Chris Unger/Zuffa LLC)
Em recuperação de uma lesão sofrida na perna, Walker traçou um planejamento para sua volta ao Octógono. Ciente do grande momento que vive, o atleta carioca sabe que qualquer passo precipitado pode atrasar sua caminhada rumo ao cinturão do peso-pesado.
“Eu quebrei a perna na minha última luta. Queria voltar em março, mas não sei se vai dar tempo. Venho de quatro vitórias, não faz sentido eu arriscar e lutar machucado”, afirmou. “Eu já fiz isso várias vezes, mas existem lesões e lesões, sabe? Então, de março em diante, para mim, seria ideal. Pela minha lesão. Se eu não tivesse me machucado, poderia ser janeiro ou fevereiro”.