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Entrevistas

Você precisa conhecer: Luigi Vendramini, o “Garanhão Italiano”

Brasileiro, que leva apelido de Rocky Balboa, fará sua terceira apresentação no Octógono dia 12 de junho no UFC 263

Rocky Balboa é, além de uma das franquias mais famosas e bem sucedidas da história do cinema, uma inspiração para diversos atletas dos mais variados esportes de combate.

Afinal, como não se identificar com a história de um lutador de origem humilde, que vai do anonimato ao título mundial, passando por diversos combates memoráveis e percalços em sua vida pessoal? E se, assim como ele, você tiver ascendência italiana, a relação fica ainda mais forte.

Foi por isso que o brasiliense Luigi Vendramini adotou o apelido de “Garanhão Italiano”, eternizado pelo personagem criado por Sylvester Stallone, quando começou sua carreira nas artes marciais mistas.

"Meu pai é italiano e meu nome é italiano. Eu estava lutando uma vez no Brasil e tinha levado um atraso grande no 1º round, mas com 30 segundos do 2ª round eu nocauteei e o pessoal começou a me chamar de 'The Italian Stallion' (Garanhão Italiano, em inglês), como o Rocky Balboa, que apanha, apanha, apanha e no fim ganha a luta", explicou em conversa com a reportagem do UFC Brasil.

"Esse nome veio porque eu aguento um castigo muito grande e nunca desisto”, continuou. “Ou o cara me nocauteia ou me bota para dormir, senão eu continuo indo. Acho que a maior arma no meu arsenal é a força de vontade. É o que me torna mais perigoso".

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Luigi Vendramini comemora vitória sobre Jessin Ayari no UFC Fight Island 4

O foco e a força de vontade são traços da personalidade de Luigi que ele demonstra desde antes mesmo de começar a competir. Na adolescência, ele teve que superar a obesidade para, inspirado em outros conterrâneos que chegaram ao Ultimate, realizar o sonho de se tornar atleta.

"Eu vim de uma academia que fez Renato Moicano, Rani Yahya, Paulo Thiago, Massaranduba. Eu via esses caras treinando e achava o máximo. Quando comecei, pesava 110, 120 Kg”, revelou. “Eu olhava para eles e pensava, 'Eu não tenho o corpo igual ao deles, não tenho essa estrutura'. Um dia olhei no espelho e falei, 'Quero ser lutador de MMA e vou mudar a minha vida'”.

O objetivo foi alcançado. Após se destacar no cenário nacional, em 2018, com apenas 22 anos, Luigi foi contratado pelo UFC e mergulhou de cabeça em um tanque de tubarões. Sua estreia na organização foi como substituto de última hora na divisão dos meio-médios - uma acima da sua habitual, a dos leves - em duelo contra Elizeu Capoeira, que vinha de cinco vitórias consecutivas.

E apesar de todas as adversidades, Vendramini quase surpreendeu o compatriota, chegando perto de finalizá-lo no 1º round; mas após sofrer uma lesão no joelho durante o embate, acabou nocauteado e conheceu sua primeira derrota na carreira.

Em seguida, ele passou mais de dois anos sem competir após ter que ser submetido a uma segunda cirurgia para corrigir um erro cometido na primeira. Mas se o corpo demorou a estar pronto para voltar, a cabeça se manteve no mesmo lugar.

"Eu sempre vivi focado. Eu não lembro a última vez que tomei refrigerante ou comi uma pizza, que saí da dieta. Não lembro a última vez que estive de férias e fiquei dois dias sem treinar”, disse. “Eu faço isso há tanto tempo que não sei se consigo mais parar. Se tornou uma obsessão, um vício. Preciso treinar, senão fico depressivo”.

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A espera valeu a pena, e em outubro de 2020, de volta à sua categoria original, Luigi conquistou seu primeiro triunfo no Octógono, e de forma enfática - com um nocaute sobre Jessin Ayari que lhe rendeu bônus de Performance da Noite.

No dia 12 de junho, ele retorna à ação para encarar Fares Ziam no UFC 263, um combate para o qual, além dos demais, o brasiliense tem uma motivação de cunho pessoal.

"Eu vi uma entrevista dele e ele está com uma confiança exacerbada”, contou. “Falou que eu não sou bom nem de jiu-jítsu, nem de queda, nem de trocação e que sou uma ótima luta para ele. Acho que ele não está prestando atenção direito nas coisas”.

“Acredito que ele esteja indo para um cavalo de Tróia, tenho certeza que vai se espantar”, continuou. “Eu entrei muito jovem no UFC e ainda era muito garotão. Hoje já tenho um controle sobre mim maior, uma paciência. Já sei a hora de ir e a hora de não ir. Tenho certeza que essa luta não vai demorar muito. Vai ser bem rápida e vou botá-lo no lugar dele. Minha previsão para essa luta é um massacre".

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